quinta-feira, 30 de março de 2023

Vera Holtz vence Prêmio Shell de melhor atriz do Rio de Janeiro




Após dois anos sem ocorrer devido à pandemia, a 33ª edição do Prêmio Shell, no dia 21de março, foi uma grande celebração ao teatro brasileiro. A cerimônia, no Rio de Janeiro, pela primeira vez reuniu os vencedores eleitos pelo júri do Rio de Janeiro e de São Paulo, uma vez que antes as cerimônias eram realizadas separadamente.

A premiação contemplou os espetáculos que tiveram temporada nas duas capitais entre 1° de janeiro e 31 de março de 2020 e de 1° de abril a 31 de dezembro de 2022. 

Vera Holtz venceu na categoria de melhor atriz do Rio de Janeiro, e convidou os presentes para repetirem com ela a oração do teatro: “Eu seguro a minha mão na sua, eu uno meu coração ao seu, para que juntos possamos fazer aquilo que eu não posso e nem quero fazer sozinho: Teatro”.

Acompanhar os passos e as merecidas homenagens à Vera Holtz tem um sabor especial para o Núcleo, afinal, tivemos o privilégio de contar com ela no longa-metragem de animação "Café, um Dedo de Prosa". 

Junto com Wandi Doratiotto, Vera é quem narra a animação de Mauricio Squarisi, que conta a história do café. O filme, lançado oficialmente em 2017, foi contemplado no Edital de licenciamento PROAC 12/2022, “Café – Um Dedo de Prosa”, e está fazendo uma rodada de exibições gratuitas por cidades do interior paulista. A primeira foi justamente em Tatuí, terra natal de Vera Holtz, no dia 25 de março.

Em abril, vai ter sessão em Santa Gertrudes, no dia 15 de abril (sábado), às 19h, no Auditório Leandro Filier Netto.

Veja o making of do filme e bastidores da participação de Vera Holtz em ‘Café um dedo de Prosa’:




terça-feira, 21 de março de 2023

Em Tatuí: Museu Histórico Paulo Setúbal faz exibição gratuita de “Café, um Dedo de Prosa” no dia 25 de março



No dia 25 de março (sábado), o Museu Histórico Paulo Setúbal de Tatuí/SP oferece uma programação especial com o Núcleo de Cinema de Animação de Campinas. 

A partir das 14h, haverá exibição da animação “Café – Um dedo de prosa”, com presença do diretor Maurício Squarisi, roda de conversa com parte da equipe e exposição de desenhos originais do filme, um longa-metragem de 72 minutos que conta a história do café.

O Museu Histórico Paulo Setúbal, equipamento cultural da Secretaria de Esporte, Cultura, Turismo e Lazer da Prefeitura de Tatuí, fica na Praça Manoel Guedes, 98, no Centro da cidade, e tem entrada gratuita.

Contemplado no Edital de licenciamento PROAC 12/2022, “Café – Um Dedo de Prosa” dá início a uma nova etapa de circulação este ano, começando por Tatuí. “É a cidade natal de Vera Holtz, e desde que fizemos as gravações com ela, já tínhamos vontade de trazer o filme para a cidade”, comemora Mauricio Squarisi, que manteve em todo o filme a tradição do desenho em papel, à mão, que depois foi digitalizado e colorido no computador. 

Veja o trailer:



  Serviço:

Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, apresenta:

Núcleo de Cinema de Animação de Campinas no Museu Paulo Setúbal

Exibição do filme "Café - um dedo de prosa", exposição e bate-papo com diretor e equipe.

Data:  25 de março (sábado)

Horário: às 14h

Endereço: Museu Histórico Paulo Setúbal - Praça Manoel Guedes, 98, Centro – Tatuí, SP.

 Grátis





terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

7 de fevereiro: Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas

 


7 de fevereiro marca o Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas. A data recorda o ano de 1756, quando ocorreu o falecimento do nativo guarani Sepé Tiaraju, uma das grandes lideranças indígenas dos Sete Povos das Missões, que liderou uma revolta conta portugueses e espanhóis.

Em 2023, passados 267 anos da morte do indígena, os povos originários seguem lutando por seus direitos.

A equipe do Núcleo tem se aproximado, em diferentes localidades, de crianças indígenas, para compartilhar noções de animação. Entre 25 e 29 de janeiro, foram duas oficinas na Escola Municipal Indígena Nhembo ‘e’ á Porã, na Aldeia Rio Silveira, em Bertioga, litoral paulista. As oficinas fazem parte de mais uma etapa do projeto cultural “Curtas de Animação”, que percorre escolas públicas com oficinas de animação.

Em cada uma delas, os alunos desenvolveram um curta-metragem de animação, que serão exibidos no final de fevereiro, numa sessão especial dentro da escola. Baseados em lendas indígenas, os curtas buscam lançar diferentes perspectivas sobre o cotidiano e cultura indígena local e geral. As músicas e a narração serão em guarani, narradas por um professor indígena da escola.

Mas, segundo Mauricio Squarisi, mais importante que o resultado, a realização das oficinas é uma forma de apoiar o protagonismo do povo Guarani. “O grande objetivo é eles mesmos falarem de si. Nossa ação busca oferecer essas ferramentas, essas técnicas, para que eles produzam os seus próprios filmes, no seu próprio tempo, à sua maneira”. Um zootroscópio, uma mesa de luz, mesa de filmagem e alguns outros materiais produzidos pelo Núcleo foram doados para a escola.

Os filmes realizados na Aldeia Rio Silveira estão em fase de finalização, mas você pode ver algumas imagens aqui. As fotografias das oficinas são de Babi Fontana:





Em dezembro de 2022, a equipe do Núcleo realizou oficina na Escola Estadual Indígena Mãtyk, no município de Tocantinópolis/TO, com crianças do povo apinajé. 

Em setembro de 2022, Wilson Lazaretti ministrou oficina em São Gabriel da Cachoeira/AM, município considerado o mais indígena do Brasil, por abrigar 23 etnias diferentes. A viagem marcou o retorno do Núcleo à cidade após 30 ano, quando nasceu o filme “Çuikíri”, de 1991, uma mensagem de preservação, que pode ser vista no Youtube:  



terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Curtas de Animação: Núcleo segue para oficina em escola indígena na Aldeia Rio Silveira, em Bertioga



Começamos um novo ano com mais uma etapa do projeto cultural “Curtas de Animação”, que percorre escolas públicas com oficinas de animação. Entre 25 e 29 de janeiro, serão realizadas duas oficinas na Escola Municipal Indígena Nhembo ‘e’ á Porã, na Aldeia Rio Silveira, em Bertioga, litoral paulista.

Em atividade desde 1975, o Núcleo desenvolveu uma metodologia própria para realização de oficinas, em que os próprios alunos produzem coletivamente um curta-metragem de animação em todas as suas etapas, passando pelo desenvolvimento do roteiro, story-board, trilha sonora e toda a produção do filme, feito usando a técnica da animação em papel.

Realizado em parceria com a Direção Cultura, o projeto “Curtas de Animação” foi viabilizado pelo Programa de Ação Cultural, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. 

O contato com a cultura indígena também vem de longe, e tem se estreitado ainda mais nos últimos meses:

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

22 de janeiro: Dia Nacional da Animação




Em 22 de janeiro de 1917 foi exibido, pela primeira vez, o filme
"O Kaiser", feito por Seth, pseudônimo do cartunista Álvaro Marins. "O Kaiser" é considerado o primeiro filme brasileiro de animação da história. Por conta disso, de forma não oficial a data foi convencionada como Dia Nacional da Animação.

A data serve para recordar que a animação brasileira não nasceu da criação de grandes estúdios, e sim da vontade de pioneiros e entusiastas. 

Foi assim que surgiu o Núcleo de Cinema de Animação de Campinas. Os diretores Wilson Lazaretti e Maurício Squarisi se dedicam ao mundo da animação desde a década de 1970. Além das obras autorais de cada diretor, o Núcleo tem forte atuação no ensino, pesquisa e divulgação de técnicas de animação, através da realização de oficinas.

Entre obras autorais e produzidas em oficinas, já são mais de 300 filmes, o que situa o Núcleo de Animação de Campinas como um importante e dos mais atuantes polos de produção no segmento no país. 

Esse acervo pode ser conferido no catálogo de vídeos do Núcleo. Acesse para conhecer a lista de filmes produzidos ao longo destes anos!


segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

A História de todos os povos: um grande projeto de produção de desenhos animados pelos Povos Indígenas do Brasil

 

Autor: Wilson Lazaretti

De 16 a 19 de dezembro de 2022, equipe do Núcleo realizou oficina na aldeia Bacaba, hoje São José, Escola Estadual Indígena Mãtyk,  no município de Tocantinópolis-TO, com crianças do povo apinajé.

Este projeto se realiza com a técnica de desenho animado e outras técnicas de animação, produzidas diretamente na comunidades indígenas de todo o Brasil. A atividade no Tocantins foi a segunda, num projeto de continuidade que começou com uma oficina realizada em São Gabriel da Cachoeira-AM, na Escola Irmã Ines, de 02 a 07 de setembro de 2022.

Desta vez, foram mais de 15 crianças participantes. A maioria não falava Português; só Apinajé. Esta é uma observação importante, porque mesmo assim a transferência da didática de animação não encontrou nenhum problema.

Tínhamos conosco o coordenador da Escola Indígena, o professor Cassiano, e o professor Vanderlei, que muito colaboraram para a comunicação com o grupo.

Inicialmente as crianças se apresentavam muito tímidas e por isso, em vez de falar, partimos para a demonstração de como animar um desenho, com a mesa de luz  e o aplicativo para a captura dos desenhos.

A arte da animação é uma coisa curiosa e acontece em qualquer cultura, pois no segundo dia de oficina as crianças perderam a timidez e avançaram organizadamente sobre as mesas de luz. Como acontece com qualquer ser humano, aberto o caminho para a expressão de seus sentimentos, a animação jorrou em quantidade; pareceu que tudo veio à compreensão da técnica, e é ai que nasce a verdadeira arte da animação.


A animação é uma técnica artística que envolve muitas questões, dentre elas, a equipe de produção. Desta vez contamos com a participação de Radostina Neykova (Bulgária), Fernando Galrito (Portugal), Maurício Squarisi, Henrique Galvão e Wilson Lazaretti na monitoria para animação. Na produção: Jhenissa Souza, Aline Campos, Janaína Rezende, Cleudimar Alves da Silva e Diogo Barcot Tintor. E também Eliana Ribeiro e João Pedro Felipe da Silva na pós-produção, e Anselmo Carvalho, músico trilhista para a inserção de sons e música.

     



A produção contou com o apoio logístico, institucional e estimável da Universidade Federal do Norte de Tocantins e com o apoio institucional de Universidade Estadual de Campinas. Contou também com o apoio do Festival de Animação de Lisboa/Monstra/Portugal e do Fundo de Cultura da Bulgária.


Este treinamento, neste momento, não visa necessariamente a produção de curta metragem de animação, mas sim a manipulação da técnica dos equipamentos para despertar o interesse dos participantes, sendo eles crianças, adolescentes e adultos para a arte da animação.


A arte da animação exerce seu poderio desde os tempos primordiais, quando ainda o homem registrava e celebrava suas conquistas no interior das cavernas, desenhando, não apenas estaticamente, mas também animadamente.

Este fascínio sobre a representação gráfica do movimento nos chega até hoje, através de algumas técnicas emprestadas de outras formas de artes, como o das artes visuais, cinema, teatro e outras completamente autóctones. E é o exercício delas que o presente projeto coloca em prática.

Compreender de forma gradativa essas técnicas é o que vai levar a produção de ideias mais longas, atendendo as necessidades específicas de expressão do Povos Originários.

As ferramentas que utilizamos para aplicar este conceito são: mesa de luz, mesa suporte de animação para filmagens e um aparelho celular com o aplicativo gratuito STOP MOTION STUDIO.

O Núcleo de Cinema de Animação de Campinas, doou uma mesa de luz, uma mesa suporte de câmera para cada projeto e um brinquedo óptico, o zootroscópio, que permanecem no local de produção.



A arte da animação se manifesta através de muitas técnicas: recortes, sombra chinesa, animação de objetos, animação com pessoas...

Nossa preferência é para o desenho animado, uma técnica com a qual os Povos Originários mais se identificam, pois representam uma tradição milenar, que vai desde a pintura corporal até a grafia em objetos de cerâmica, utensílios domésticos e instrumentos de caça e pesca. Na técnica do desenho animado os indígenas têm a oportunidade de expor a impressionante qualidade de seu grafismo próprio, o que para nós, é a mais importante manifestação da identidade gráfica.

Vale aqui uma menção, pois o processo se iniciou com um outra oficina de animação, desta vez com a técnica de bordados animados, ministrada por Radostina Neykova na Universidade Federal do Norte do Tocantins, em 16 de dezembro de 2022:



Para o treinamento em animação, além de um grupo de crianças, adolescentes e adultos interessados é recomendada a participação também de professores e lideranças indígenas para que outras produções continuem após a saída da equipe de produção do local.

 

Futuro:

Por enquanto todas as atividades são financiadas pelos próprios participantes. Por isso, toda colaboração para fortalecer o orçamento é bem-vinda. 

Contato: ncacampinas@terra.com.br (Wilson Lazaretti)






 


     



quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Fest Clip 2022: “Favela City” conquista júri técnico


 Com realização do Juntos pela Cultura, Retomada 2022, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, Prefeitura de Santa Gertrudes, através da Secretaria de Cultura e do Atelier Pé Vermelho, o Fest Clip realizou sua 11º edição, nos dias 11, 12, 18 e 19 de novembro.

A mostra competitiva nacional foi no dia 18/11, com show da banda Astroxé. No sábado (19/11), houve a exibição e cerimônia de premiação dos videoclipes, encerrando o festival com  shows da banda Pessoas Cinzas Normais e Tom Zé. O cantor, compositor, poeta, músico e ecologista foi um dos grandes nomes do movimento Tropicália, que marcou profundamente a cultura brasileira.


Sobre a premiação, com felicidade, anunciamos que “Favela City" ganhou o prêmio concedido pelo júri técnico.


O curta é resultado de uma oficina realizada por Mauricio Squarisi com jovens que frequentam o COMEC - Centro de Orientação do Adolescente de Campinas (COMEC), com o apoio do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). Foi Mauricio o representante do filme na premiação. Ele também exibiu seu "Rubinata" no festival.



O festival, além de tudo, marcou mais um encontro entre integrantes do ICine - Fórum de Cinema do Interior Paulista, entidade criada em 2019 para a organização e fomento da atividade cinematográfica no interior de São Paulo, com representantes em mais de 30 cidades no estado atualmente.