O
Sarau Viva Nordeste – 2ª edição é um festival de celebração da cultura
nordestina, transmitido on-line durante os meses de fevereiro e março diversas apresentações,
de artistas sediados no estado de São Paulo.
O
animador Mauricio Squarisi foi convidado para mediar um bate-papo sobre cinema,
que vai acontecer na quinta-feira, 25/02, às 19h30, com as cineastas Alba
Liberato (BA) e Marila Cantuária (PE).
Nascida em Salvador, Alba Liberato leva para suas obras o requinte
do pensamento erudito com a beleza essencial da cultura popular, buscando tocar
o público com delicadeza e, ao mesmo tempo, profundidade. Entre seus trabalhos
estão os roteiros para os longas de animação Boi Aruá e Ritos de Passagem, além
do curta-metragem animado Amarilis, dirigidos por Chico Liberato.
Representando uma nova geração, a recifense Marila Cantuária
trabalha no mercado audiovisual desde 2010 como roteirista, diretora de
animação, fotógrafa, ilustradora, editora e oficineira. É co-fundadora do selo
de animação Produções Ordinária.
Sobre o Sarau Viva Nordeste
Ao longo de dois
meses, o festival abre espaço para diversas apresentações artísticas, em
diferentes formatos. Os ‘saraus aperitivos’ são uma espécie de pocket show
virtual, que acontecem à noite, durante a semana. “Temos também as rodas de
conversa, que trazem à tona diálogos atuais e pertinentes com coletivos e
movimentos que têm o Nordeste como referência em seus fazeres artísticos”,
explica Dani Almeida, uma das produtoras e apresentadoras do evento. Com
edições semanais, as palestras espetáculos querem despertar no público a
sensação de estar em uma grande plateia, como num teatro, casa de show ou
centro cultural. Os sábados são reservados para os Grandes Saraus, com mais de
três horas de duração, reunindo numa mesma tarde diferentes artistas e variadas
performances.
Esta nova edição do
Sarau do Nordeste foi selecionada pelo Edital ProAc Expresso Lei Aldir Blanc
40/2020, com produção da Diálogos Produções Culturais. O projeto nasceu do
encontro da cordelista pernambucana, arte educadora e jornalista Dani Almeida
com a produtora cultural campineira Janice Castro. Engajada em diversas
atividades nos espaços culturais de Campinas, a dupla decidiu fortalecer o
espaço para a cultura nordestina na região. Segundo Janice, fundadora e
diretora da Diálogos Produções Culturais, “a arte regionalista é elemento
formador da nossa identidade, então o Sarau pretende se consolidar como um
espaço para difusão e valorização da cultura nordestina, ajudando inclusive a
construir um banco de dados de artistas do Estado de São Paulo que trabalham
com essa vertente cultural, para troca de experiências e reunião de informações
mais aprofundadas sobre suas diferentes manifestações”. Para o público em
geral, ela garante que a experiência vai valer a pena. “Embora aconteça num
ambiente virtual, o projeto será afetivo e interativo, com uma gama de
profissionais de alta qualidade artística e técnica, dedicados a mostrar os valores
e encantos das principais manifestações artísticas e populares do Nordeste.”
SERVIÇO
Sarau Viva Nordeste - 2ª Edição - Roda deConversa: A
mulher nordestina no cinema, com Mulheres nordestinas na 7ª arte.
Já são mais de 40 mil visualizações da animação “Quando Tudo
Isso Passou”, elaborada por estudantes ligados ao Laboratório de Imagem e Som
(LIS) do Instituto de Artes (IA) da Unicamp, com a direção do professor Wilson
Lazaretti e colaboração do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas.
O filme, que integra a “Força Tarefa - Unicamp contra Covid-19”, foi lançado em
junho, e o chamado à solidariedade, compreensão e amor segue atual e essencial.
Está difícil, mas é preciso resistir. Vai passar!
Esse filme, mesmo, contornou as dificuldades, e foi todo
elaborado à distância.
Quer saber como?
Compartilhamos abaixo alguns depoimentos de parte da equipe!
Eliana Ribeiro (Montagem e Edição de Arte)
Esse projeto é especial justamente por isso: cada um teve
que arranjar algum jeito de fotografar, de mandar as coisas, de conseguir
participar e fazer a sua parte.
Criamos um grupo no whatsapp, e geralmente tudo foi enviado
por lá: os testes, marcação de reunião... Às segundas, quartas e sextas
realizamos reuniões via webconferência com todo o grupo, pois cada um estava em
uma cidade diferente. E quisemos deixar bem claro no filme que cada um tem um
estilo, de desenho, de colorização... Eu fui fazendo integração de tudo isso,
trabalhando em cima do roteiro do Wilson, que foi muito sensível.
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Lucas Souza, de Campinas
Foi uma experiência muito legal trabalhar mais uma vez com o
Wal (Wilson Lazaretti) e um grande aprendizado. Tive que me adaptar aqui em casa,
construí um mini estúdio no meu quarto, para conseguir gravar, editar. Fui para
internet pesquisar algumas coisas e consegui um suporte para minha câmera
fotográfica, com um braço articulado, e uma mesinha de luz.. O melhor é que
consegui gastar bem pouco com tudo isso, porque os principais materiais eu já
tinha aqui em casa, que são basicamente
madeira e cano pvc. Trabalhei no vírus principal e na cientista
principal da animação. Trabalhei em cenários, e outros planos também, mas esse
foi meu foco principal. Tive a oportunidade de homenagear uma professora minha
do Profis, que é a Mariana Nery, do Instituto de Biologia, uma cientista
também, e poder fazer isso quando estou iniciando na animação foi muito legal.
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João Botas, de Americana
As fotos são desse pequeno ateliê improvisado onde
trabalhei durante o processo de produção dos frames. É sempre mais complicado
animar sem o auxílio das réguas e mesas de luz que temos disponíveis no LIS (Laboratório
de Imagem e Som 'Prof. Dr. Carlos Roberto Fernandes', na Unicamp). Precisei
improvisar uma com livros, uma peça retangular de vidro e a lanterna do
celular, foi de grande ajuda, mas é um pouco desajeitada. Acho que foi especialmente
complicado para os artistas que trabalham com o desenho tradicional, como eu,
já que, para os artistas digitais, não há necessidade da mesa de luz, de um
espaço físico maior para desenhar, além de papel, tinta, e outros materiais,
tudo está condensado no computador. Apesar desses impeditivos, fico muito feliz
de poder explorar as qualidades plásticas da pintura em projetos como este.
Gosto das manchas de tinta, as camadas e transparência da aquarela, essas
sutilezas que só consigo com o papel e a tinta e que enriquecem muito o
trabalho. Acho esse fazer artesanal muito gratificante.
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Isabela Jaha, São Paulo
Vim contar um pouco sobre como foi minha experiência
enquanto animadora trabalhando durante o isolamento social. Quando nós, da
animação, começamos a projetá-la, logo pensei em realizar desenhos através da
pintura digital, pois imaginei que a linguagem do desenho digital faz jus ao
momento que estamos vivendo, em que estamos usufruindo das tecnologias digitais
- como smartphones e notebooks - com maior frequência; além disso, decidi
realizar os fotogramas por via digital porque estava passando por uma certa
escassez de materiais artísticos no início do projeto, e com a pintura digital
o recurso se torna infinito!
Foi um grande desafio realizar a animação apenas em minha
casa, mais especificamente em meu quarto. Ele se tornou escritório, centro
criativo, sala de reuniões (apenas por via digital), etc. Por conta disso,
ressignifiquei meu quarto, como um espaço de possibilidades e de intensas
ideias criativas. É no meu quarto que tudo pode acontecer.
Na foto, uma imagem de minha escrivaninha, meu
"escritório" dentro do quarto.
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Leandro Shida, de São Paulo
Sou Leandro e sou um dos participantes da produção da
animação. O que gostaria de ressaltar é a importância da produção de uma
animação diante do cenário atual e suas adversidades, sobretudo no que diz
respeito ao isolamento social. Realizar uma produção à distância, neste
contexto de pandemia, foi um processo bem diferente, mas ainda assim, muito
potente, uma vez que o processo envolveu uma readaptação, como, por exemplo,
através de reuniões por via remota e a improvisação de mesas de luz.
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Tania Sahire, de São Paulo
A realização do projeto de animação no meio da quarentena
foi interessante porque tivemos que nos adaptar à ela. Isso foi difícil no
primeiro momento, pois levou um tempo para conseguir criar uma rotina para a
produção dos desenhos, junto com as atividades da academia, como as aulas e os
trabalhos. Improvisei para montar uma “mesa de luz” temporária com os seguintes
materiais: uma gaveta, uma porta de armário com vidro e duas lâmpadas. Os
materiais utilizados foram papel sulfite nos tamanhos A3 e principalmente A4, e
também o usei o pastel seco e a caneta nanquim. Em relação às técnicas usadas
foram o esfumado para a parte da coloração e a linha para os contornos dos
objetos ou personagens.
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Isabella Brum, São Paulo
Esta foi minha estação de trabalho e vou contar um pouco
sobre como foi esse processo para mim!
Para este projeto eu preferi trabalhar com animação digital
não só pela facilidade que ela proporciona, mas também pela falta de
equipamentos para realizar uma animação tradicional (mesa de luz, régua que
usamos para sobrepor as folhas etc.).
Para isso usei um programa de ilustração digital e uma mesa
digitalizadora, que me permite desenhar no espaço virtual. Como dá pra ver pela
imagem, alguns dos desenhos digitais foram inicialmente desenhados em
papel.
Gostei muito de fazer parte do projeto e, sem dúvida, foi uma
grande oportunidade de evoluir na área da animação digital.
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João Pedro Felipe Silva, Ribeirão Preto
Quando fui convidado pelo professor Wilson Lazaretti
juntamente com os colegas de graduação a participar deste projeto fiquei muito
empolgado para contribuir, mas também um pouco surpreso, pois estávamos em meio
ao início da pandemia e da quarentena no Brasil. Ao longo do processo pude
compreender um pouco mais como funcionaria a produção do curta, como iríamos
nos organizar, quem faria o que, como, quando, para quem e, principalmente, a
importância de todos terem a possibilidade de expressar a sua opinião com
relação à narrativa, ao storyboard e aos quadros através do contato semanal,
que também servia para saber sobre como as coisas iam andando, evoluindo e
contexto que cada um do participantes estava vivenciando.
Primeiro fomos definindo o que mais nos marcava durante este
momento e como poderíamos mostrar para as pessoas a importância das
recomendações dos profissionais da saúde e da ciência. Pude comentar o fato de
ver os campos de futebol e outros espaços marcantes das nossas cidades sendo
transformados em hospitais de campanha e isso acabou indo parar no curta.
Meus companheiros de graduação, através das suas linguagens,
técnicas e olhares, me fizeram ampliar as possibilidades a serem trabalhadas
nas minhas próprias animações e projetos de arte, cinema de animação, ciência e
educação, me incentivando a ser mais aberto, colaborativo e criativo.
Quer saber por onde anda a equipe do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas?
O curta-metragem “Quarks e Léptons”, do projetoAnimafísica, uma parceria com o Instituto de Física da Unicamp, esteve na programação “Mostra de Cinema Infantil” doCircuito de Cinema de Penedo, nos dias 23 a 29 de novembro, e agora, está na “Mostra Nacional – Sensoriais & Gags’’, da Mostra Udigrudi Mundial de Animação (MUMIA) 2020 que acontece nos dias 2 a 9 de dezembro.
Wilson Lazaretti, que esteve envolvido com a produção de uma microssérie com o SESC Campinas, será um dos jurados do ARLEKIN 2020, um festival internacional para crianças e jovens que produzem mídias digitais. Este ano, o evento, que é sediado na Bulgária, acontece nos dias 5 a 12 de dezembro, de forma online. Na edição de 2019, Wal ministrou oficinas e exibiu três animações do Núcleo. Relembre aqui.
Em parceria com o Sesc Campinas, o Núcleo de Cinema de Animação de Campinas, participou da produção de uma microssérie durante a quarentena.
No período de isolamento social, os funcionários do Sesc Campinas mantiveram contato por telefone com os idosos do grupo do TSI (Trabalho Social com Idosos). As ligações telefônicas foram ampliadas, e artistas locais passaram a realizar intervenções pelo telefone com esse mesmo grupo de idosos, revelando suas histórias, memórias e expectativas nesse período de quarentena.
Os trechos dessas conversas foram materializados na microssérie animada Tão Longe Tão Perto. A animação foi feita pelo Wilson Lazaretti, com produção de Maurício Squarisi e direção de arte e montagem por Eliana Ribeiro.
O Bonde:
confira o resultado do primeiro vídeo da microssérie:
O co-diretor do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas, Maurício Squarisi, participa do 1º Congresso de Acessibilidade e Diversidade Cultural, no domingo (8), às 19 horas. As inscrições podem ser feitas neste link.
Com o tema “Animações Especiais”, o seminário online traz produções feitas por Maurício junto com alunos autistas da ACESA Capuava, entidade onde o animador ministra aulas desde 2012. Após a exibição dos filmes, Maurício abre espaço para falar sobre as obras.
A primeira edição Congresso de Acessibilidade e Diversidade Cultural é organizada pela Câmara Setorial de Cidadania Cultural (Observatório da Liberdade) do Fórum Permanente de Cultura de Campinas. Acontece nos dias 6 e 8 de novembro e promove debates, seminários e palestras sobre acessibilidade cultural.
Anualmente, a Associação Brasileira de Cinema de Animação comemora a data, com uma ampla programação. Desta vez, todas as exibições serão online e a animação de Squarisi marca a sessão “Filme Histórico”, que poderá ser vista a qualquer hora do dia 28/10.
A obra é um depoimento animado de Rubens Francisco Lucchetti sobre a criação do Centro Experimental de Cinema de Ribeirão Preto no início da década de 60.
No início da década de 1960 a dupla de artistas Rubens Francisco Lucchetti e Bassano Vaccarini produziu 14 filmes experimentais de animação que conquistaram vários prêmios, inclusive uma menção Honrosa na Vº Jounées Internacionale du Cinéma d´Animation-Annecy.
Origem da celebração
Em 28 de outubro de 1982, foi registrada a primeira exibição de imagens animadas do mundo: a exibição do filme Pauvre Pierrot, por Emile Reynaud no seu teatro óptico, no Museu Grevin, em Paris.
O Dia Internacional da Animação foi criado em 2002 pela Association Internationale du Film d'Animation e é celebrado em mais de 40 países.
Os representantes do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas, Wilson Lazaretti e Maurício Squarisi, são os convidados para o "Esquenta SEANIMA", live no dia 14 de outubro, às 18h, comtransmissão ao vivo no Youtube.
Os animadores serão recepcionados pelos docentes Carla Schneider (UFPel), João Paulo Schlittler (USP) e Jennifer Serra (CAV/SP) para conversar sobre “O legado no Núcleo de Animação de Campinas”.
O “Esquenta SEANIMA" é uma série de transmissões ao vivo pré-evento criadas especialmente para esta edição online do Seminário Brasileiro de Estudos em Animação (SEANIMA), que acontece entre os dias 3 e 5 de novembro.
OSEANIMA é uma rede de pesquisadores fundada em setembro de 2018 que reúne estudos de discentes de graduação, mestrandos, mestres, doutores e docentes de escolas de cinema, audiovisual, animação e design brasileiras para a discussão de temas da animação, como área identificada com o campo do cinema e audiovisual, e suas correlações com games, motion design e efeitos visuais.